EDITORIAL DO X DA QUESTÃO – DIA 18.02.2026
Está estampado na imprensa do estado: Prefeita de Serra Talhada fecha o ciclo Carnavalesco no Marco Zero no Recife, também está na imprensa: Luciano Duque Marca presença no carnaval de triunfo e pesqueira. Sobre Sebastião, a mesma coisa, em Triunfo e Waldemar, nem pergunte, uma coisa é certa, não estava em Serra Talhada, e também não podiam não é mesmo?
O que tinha aqui?: ruas desertas e um carnaval de blocos que só é sucesso na cabeça dos organizadores da festa de momo no município.
O mantra de que “Serra Talhada não tem tradição de carnaval” não é novo, vem de longe, e serve para que os gestores públicos de esquivem de investiram nos festejos carnavalesco. O Porque não se sabe, apenas se esquivam e a repetição do mantra vem dando certo e eles por sua vez convencendo os serra-talhadenses de que aqui não se tem carnaval.
O prefeito anterior a Márcia, certa vez, em entrevista numa rádio da cidade, quando era prefeito chegou a incentivar que os foliões fossem para outro munícipio, na época até citou um nome: Triunfo, sem nem se preocupar com a segurança dos foliões subindo e descendo a serra. Em verdade o que interessava a ele era não investir nos festejos locais, e como eles outros agiram do mesmo jeito.
Certa vez, o então prefeito Augusto César usou este mesmo mantra e logo em seguida concedeu entrevista a uma TV na maior animação na folia em Triunfo.
É preciso informar a população que esse mantra tão repetido por esses políticos é inverídico. Serra Talhada tem tradição de carnaval sim. Já tivemos aqui grandes carnavais, alguns mais velhos irão relembrar. Tínhamos carnavais em clubes e carnaval de rua, com direito a Zé Pereira, corsos e tudo mais, com investimentos da prefeitura.
É engraçado como os clubes lotavam durante os três dias de carnaval. Como a praça principal ficava lotada de carros enfeitados, pessoa fantasiadas participando do corso.
Porque tudo isso parou é algo que não se explica.
Promover um carnaval não é caro. Na verdade, é a festa mais barata que se pode fazer, pois a animação já está com os foliões, basta, como se diz, uma lata batendo e a festa tá feita.
Certamente, este mesmo valor que se gastou com patrocínio dos blocos, para realizarem um carnaval pontual, localizados em alguns pontos sem divulgação e consequentemente sem apelo popular, poderia ser gasto, não apenas patrocinando os blocos, mas concentrando-os em algum ponto e assim criar de fato um polo carnavalesco.
Vemos outras cidades, e aqui citamos, Salgueiro, Tabira, Afogados, Petrolina, Arcoverde, Triunfo e tantas outras, investindo nestes festejos, e sabe porquê? Por que movimenta a economia da cidade.
Todos viram a governadora, no carnaval de Salgueiro falando exatamente isso, no emulsionamento da economia.
Quando será que os administradores de Serra Talhada irão aprender que estes eventos, falamos aqui de eventos tradicionais como carnaval, São João e natal e réveillon, no nosso caso se some aí a festa de setembro que tem mais de dois séculos de tradição, podem ser usados a favor da nossa economia?
Não falamos em gastar nestes eventos, falamos em investir, e isso quer dizer realizar tais eventos com planejamento e não em cima da hora, feito pega na rua.
Quando veremos nossos gestores enxergando esta realidade?
Pelo visto vai demorar e até lá ficamos assim. Chupando o dedo.
Carnaval é sinônimo de renda na maior parte do país, para nós aqui é puro prejuízo: Economia parada, a cidade com cara de cemitério, um marasmo só.
São quatro dias onde não se produz, onde não se arrecada, e nossos políticos lá fora, se esbaldando e com seu exemplo incentivando ao serra-talhadenes a sair também, a ir gastar em outras cidades, a fazer girar economia de outras cidades.
É esta a nossa realidade, uma realidade que nos aproxima da estagnação. Enquanto os gestores não acordarem vamos ficar assim, marcando o passo e correndo o risco de ver outros municípios nos ultrapassar.
É preciso ser inovador, ser ousado e ser acima de tudo entusiasta pelo nosso desenvolvimento, caso contrário vamos perder esse jogo.

